Gamificação a favor da cultura organizacional

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Unir gamificação com a cultura organizacional pode ser mais fácil do que você imagina!

Está cada vez mais comum escutarmos, nas rodas de conversas, o quanto uma cultura organizacional bem definida é relevante para a manutenção dos talentos dentro da empresa. Em uma pesquisa promovida pela PwC Brasil, a partir de uma análise de dados da Global Culture Survey 2018 realizada em 50 países, é possível constatar que 76% dos participantes “acreditam que a cultura de suas organizações precisará sofrer uma mudança significativa nos próximos três a cinco anos para que elas possam ter sucesso, crescer e reter as melhores pessoas”. E onde a gamificação entra nesse assuntoo?

É sabido que o ser humano tem duas formas de se motivar e engajar no que ele se dispõe a fazer. São eles os motivadores intrínsecos, que fazem parte da sua existência e os extrínsecos, como salários e benefícios por exemplo, algo que vem de fora. Sendo assim, a possibilidade de ter um colaborador produzindo mais, com melhores resultados, se dá a partir do momento que suas tarefas fazem realmente sentido.

Dito isso, entramos em outra questão: como conseguir esse engajamento para uma produção mais efetiva?

Gamificação pode ser um caminho 

Um termo que está em alta é gamificação, ou gamification em inglês. Este é um conceito que traz bastante dúvidas quanto a sua aplicação. Para acabar de uma vez por todas com as confusões, gamificação é a utilização de dinâmicas de jogos para engajar as pessoas com o intuito de resolver problemas e melhorar o conhecimento.

Desde os primórdios os jogos incentivam as pessoas. Voltamos um pouco na história, até a Grécia Antiga e os primeiros jogos olímpicos. Criados em 776 a.C. na cidade de Olímpia (Grécia), as olimpíadas tinham viés religioso, político e esportivo. Homenagear os deuses, a busca da harmonia entre as cidades e estados e a valorização com corpo saudável e saúde era o que movimentava os atletas àquela época.

Pensando nos dias de hoje, esses jogos são bastante utilizados em programas de estágios e trainee. O público mais jovem tem uma tendência natural de se interessar por jogos virtuais e esse movimento de gamificar os processos está cada vez mais forte.

E como trazer essa cultura para dentro da sua empresa?

Você lembra quando falamos sobre os tipos de motivações? Então, agora é a hora de trazer essas atitudes para suas ações de desenvolvimento interno. Procure trazer para próximo da realidade de seus colaboradores o problema que existe e, a partir daqui, busquem uma solução.

Vamos a um exemplo. As pessoas não estão usando o crachá nas dependências da empresa. Sim, o uso é obrigatório, mas mesmo assim não fazem uso contínuo do acessório. Que tal criar uma “brincadeira” entre os setores? Cada colaborador recebe alguns cards com o nome do seu setor e ao ver alguém no corredor com o seu crachá, entrega um card. O colaborador que tiver mais cards ao final do prazo estabelecido, ganha um prêmio já divulgado. Isso é gamificação atrelado a cultura organizacional! Lembrando que esse processo não precisa ser necessariamente virtual. 

A busca por recompensas é o principal motivador para que você tenha um time focado em solucionar problemas e otimizar processos. Estudiosos acreditam que gamificação não resolverá as questões complexas de uma cultura organizacional. Entretanto, pode ser uma excelente ferramenta para trabalhar o equilíbrio em ações, a comunicação transparente, o reconhecimento e incentivo dos comportamentos.

É comum as pessoas acreditarem que implementar um processo gamificado seja complexo. Mas como vimos isso se tornou uma inverdade, não é mesmo? Basta se movimentar, avaliar o processo a ser trabalhado e ver novas possibilidades. Você pode se surpreender com os resultados.

Transparência

Como dito anteriormente, para que você tenha sucesso na implantação de um processo gamificado, é fundamental que busque uma atuação aberta e nada impositiva. Muitas vezes a dificuldade de engajamento com a cultura organizacional está diretamente ligada a falta de comunicação e dinamismo das pessoas. Por isso comunique, mova, fale e demonstre. Dessa forma, a possibilidade de ter as pessoas envolvidas com os valores, processos e objetivo do negócio serão maiores.

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