As desigualdades entre homem e mulher: o sucesso tem sexo?

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Questão difícil! Ainda nos dias de hoje, para a maioria das pessoas, as profissões têm um sexo. Temos representações de que certos trabalhos seriam mais, ou menos, adaptados a homens ou mulheres. É comum escutarmos os clichês: “encanador, é para homem” ou “cuidadora, só mulheres”

Será mesmo que as mulheres são amáveis demais e isso não dão a elas força suficientes para atuar como analista comercial? A maioria das pessoas acredita que o trabalho comercial é tipicamente masculino, por se tratar de “uma função dura demais para mulheres”. Por outro lado, acredita que o trabalho de gerente seria mais adequado – em teoria – às mulheres, por serem “mais doces e mais empáticas”. Será mesmo?

Essa ideia, amplamente difundida, de capacidades diferentes vem de uma linha ideológica inspirada no Darwinismo, que considera que as diferenças de comportamentos, de atitudes e aptidões entre os sexos seriam a resultante de um longo processo de adaptação social e biológica da espécie humana. 

Em geral, homens e mulheres teriam desenvolvido capacidades diferentes ao longo dos tempos, pois a adaptação da espécie precisou de atitudes distintas. 

A personalidade como fator determinante do sucesso profissional

Desde alguns anos atrás é possível afirmar que a personalidade do indivíduo, seja as motivações ou a capacidade de raciocínio, possui um impacto sobre a possibilidade de ter sucesso para a maior parte dos trabalhos. É a personalidade que explica até 43% das diferenças de performance constatadas entre as pessoas.

Daí a pergunta: a personalidade tem sexo?  Ao argumentarmos que o sucesso em alguns trabalhos é impactado pelo gênero e tendo estabelecido que a personalidade é um fator confiável de sucesso, temos:

Resultados (muito) menos contrastados que o que poderíamos imaginar

Normalmente, se os homens e as mulheres fossem efetivamente caracterizados por atitudes e capacidades diferentes isso deveria se traduzir na observação de diferenças claras a nível de suas personalidades.

Para tirar isso a limpo, estudamos os resultados obtidos no teste SHAPE do AssessFirst (teste de personalidade usado por mais de 10 mil recrutadores em 30 países diferentes) pelos homens e pelas mulheres, realizado em 2018.

Vejamos os resultados em uma amostra de quase 98 mil pessoas, sendo 42% mulheres e 58% homens.

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Vamos excluir os clichês da “igualdade homem/mulher”?

Como foi demonstrado no estudo, estatisticamente, não existem diferenças significativas entre os resultados obtidos pelos homens e pelas mulheres nos diferentes critérios de personalidade.

Sendo assim, não existe qualidades tipicamente masculinas ou tipicamente femininas. É possível ser mulher e ter uma forte liderança ou ser homem e expressar suas emoções de forma espontânea.

Na prática, vejamos o que isso implica

Imagine que você precisa recrutar um analista comercial e na sua empresa há representações sobre gêneros. É provável que, conscientemente ou não, você tenderá a fazer a captação de um candidato do sexo masculino. Mas já vimos que isso não faz sentido, certo? 

Você pode mudar isso… (e o mundo)

Mude sua forma de avaliação e entenda as qualidades intrínseca dos seus candidatos, aquilo que fazem com que eles se motivam todos os momentos. Dessa forma, você irá reduzir drasticamente a desvalorização dos candidatos. 

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